segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Produtos naturais para emagrecer: conheça a ação e saiba como consumir

Alimentação equilibrada e exercícios físicos são fundamentais

Por Renata Demôro

Para perder peso com saúde é preciso aliar alimentação equilibrada e exercícios físicos, mas será que suplementos naturais podem ajudar a emagrecer? A seguir, confira as substâncias naturais mais receitadas pelos nutricionistas, sua ação no organismo e como devem ser consumidas.

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    Óleo de cártamo
    Segundo a nutricionista Cristina Farjado, o óleo de cártamo é produzido a partir das sementes de carthamus tinctorius, ricas em ácidos graxos e ômega 6. “As cápsulas de óleo de cártamo conseguem inibir a ação da enzima lipase lipoproteica, responsável por transferir a gordura da corrente sanguínea para o interior das células adiposas”. O gastroenterologista Ricardo Fittipaldi, especialista em métodos de emagrecimento, explica que “o óleo de cártamo leva o organismo a acumular menos gordura, ajudando a eliminar os pneuzinhos. Ele também pode auxiliar na redução do colesterol e triglicerídeos”.
     Recomendação: Cristina orienta a ingestão de uma cápsula, contendo 1g de óleo de cártamo, duas vezes ao dia, meia hora antes do almoço ou do jantar. De acordo com Ricardo Fittipaldi, o resultado começa a aparecer após um mês de uso contínuo.
  • 2
    Óleo de coco
    A nutricionista Cristina Fajardo explica que o óleo de coco extra virgem é rico em triglicerídeos de cadeia média, “uma espécie de gordura boa e difícil de ser encontrada em alta concentração”. Segundo o endocrinologista Ricardo Fittipaldi, “o produto é considerado termogênico, já que é capaz de gerar calor e queimar energia, favorecendo a perda de medidas. O óleo de coco ajuda a eliminar, principalmente, a gordura acumulada na barriga, além de aumentar a sensação de saciedade e reduzir o colesterol ruim (LDL)”. Para manter suas propriedades nutricionais, Cristina não recomenda o aquecimento do óleo. “Ele pode ser adicionado a saladas, sopas, shakes, pães e torradas ou sobre outros alimentos”, orienta a nutricionista.

    Recomendação: “Como auxiliar na perda de peso, é preciso consumir de 2 a 4 colheres de sopa de óleo de coco por dia”, explica Cristina Fajardo. Cada colher de sopa contém cerca de 90 calorias, portanto, não é recomendável ultrapassar a orientação. A nutricionista diz que não existem evidências clínicas que validem o consumo de cápsulas de óleo de coco.
  • 3
    Pholianegra
    As cápsulas de pholianegra, popularmente conhecida como pholiamagra, contêm extrato de ilex paraguariensis que, de acordo com a nutricionista Cristina Fajardo, “aumentam a sensação de saciedade, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita com menos quantidade de comida”. O gastroenterologista Ricardo Fittipaldi ainda explica que “ela ajuda na queima de gordura como um todo e, principalmente, daquela localizada na barriga, que eleva o risco de pressão alta e diabetes”.
    Recomendação: Cristina diz que as cápsulas de pholianegra, de 50 a 150 mg, devem ser ingeridas duas vezes ao dia, cerca de uma hora antes do almoço e do jantar. Associado à prática de exercícios físicos e alimentação saudável, os resultados começam a surgir de 7 a 10 dias após o início do consumo.
  • 4
    Quitosana
    “Derivada de crustáceos, a quitosana auxilia na redução de absorção das gorduras pelo intestino. Cada grama do produto é capaz de absorver de 4 a 6 gramas de gordura. Há também evidências de que a quitosana seja capaz de reduzir o mau colesterol (LDL)”, diz o gastroenterologista Ricardo Fittipaldi. A nutricionista Cristina Fajardo lembra que pessoas sensíveis ou alérgicas a crustáceos, como o camarão, não devem fazer uso das cápsulas de quitosana.
    Recomendação: Cristina Fajardo recomenda a ingestão de 2 a 6 gramas de quitosana por dia. “O ideal é ingerir 1g de quitosana a cada refeição, ao longo do dia”, explica a nutricionista. Aliado a atividades físicas e alimentação equilibrada, é possível perceber os resultados após duas semanas de uso contínuo.
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    Chá verde
    “O chá verde é preparado a partir da infusão da erva camellia sinensis, ricas em antioxidantes, polifenois, vitaminas e minerais”, explica a nutricionista Cristina Fajardo. Segundo o gastroenterologista Ricardo Fittipaldi, o chá verde acelera o metabolismo, estimulando a queima calórica. “Pesquisas recentes também mostraram que o chá é capaz de inibir a proliferação das células de gordura”, diz o médico. De acordo com Cristina Fajardo, o chá pode ser preparado a partir da erva, vendida em casas de produtos naturais, em tabletes efervescentes ou cápsulas.
    Recomendação: Cristina orienta a ingestão de  4 a 10 xícaras de chá verde por dia, nos intervalos das refeições. “A concentração de 100 a 500mg do extrato, presente nas diferentes formas de ingerir o produto, equivalem ao total de xícaras que devem ser ingeridas ao longo do dia”, diz Cristina. Ela explica que, com o uso contínuo, é possível perceber os resultados em uma semana.
  • 6
    Shakes
    Os shakes para emagrecer servem como substitutos da refeição. Segundo a nutricionista Cristina Fajardo, o produto é enriquecido com vitaminas e minerais, além de conter quantidade de carboidratos e proteínas suficientes para nutrir adequadamente, mas são pobres em fibras e gorduras. “O ideal é bater o shake com leite desnatado e uma fruta, equilibrando os nutrientes”, explica a nutricionista. Nas outras refeições, ela recomenda o consumo de frutas, legumes e saladas cruas, que devem ser temperadas com azeite extra virgem.
    Recomendação: Cristina explica que os shakes podem substituir até duas refeições por dia, de preferência, café da manhã e jantar. 
     
    Fonte: http://gnt.globo.com/bem-estar/noticias/Produtos-naturais-para-emagrecer--conheca-a-acao-e-saiba-como-consumir.shtml
     
     

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

VIVER SEM GLÚTEN



Falta de informação dificulta dieta de portadores da doença celíaca
Alimentação sem glúten é o único tratamento possível

Celíacos têm intolerância permanente ao glúten

Cândida Hansen
Os portadores da doença celíaca enfrentam desafios diários para manter o único tratamento que garante a sua qualidade de vida. Mas esses desafios não têm nada a ver com custos elevados de alguma medicação ou com reações indesejadas por causa da ingestão de alguma droga. O grande inimigo do celíaco é a falta de informação da sociedade.
A doença celíaca se caracteriza pela intolerância permanente ao glúten, uma proteína que está presente no trigo, no centeio, na cevada, na aveia e no malte, e o único tratamento possível para essa patologia é o não consumo de nenhum desses produtos e nem de seus derivados. Mas, para isso, mais que uma enorme força de vontade para resistir a diversas tentações como pães, massas ou bebidas alcoólicas, é necessário ter certeza que o alimento que será consumido está mesmo livre de glúten. E isso, muitas vezes, é mais difícil que parece.
Para evitar o consumo de glúten e manter o tratamento contra a doença, a presidente da Associação dos Celíacos do Brasil/RS (Acelbra), Ana Paula Carneiro Monteiro, optou por eliminar as idas semanais aos restaurantes com a família.
— Eu acabava me incomodando, me constrangendo, saindo mal. Se você fala que tem intolerância ao glúten ou que é celíaco, ninguém sabe o que é. Se fala que é alérgico, as pessoas acham que é frescura.
Esse constrangimento sentido por Ana Paula é comum entre os celíacos. Isso porque não basta escolher os alimentos que não contem glúten em sua composição, é preciso questionar também sobre o preparo desses alimentos.
— Quando vou a um restaurante e quero comer um arroz, por exemplo, tenho que perguntar se ele foi feito na mesma cozinha que um bolo com farinha de trigo, porque o glúten no ambiente contamina os outros alimentos. Tenho que questionar sobre os temperos, o forno, os utensílios. Tudo isso pode contaminar os produtos e causar alguma reação, especialmente nas pessoas mais sensíveis — declara Ana Paula.
Além do cuidado ao alimentar-se fora de casa, o celíaco também precisa ficar atento aos produtos que compra no supermercado. Apesar da Lei nº 10.674/2003, que obriga a informação sobre a presença de glúten em todos os produtos alimentícios comercializados, diversos alimentos industrializados, como embutidos e molhos prontos, possuem farinha em sua composição e podem ser perigosos para os celíacos.
— Nenhum portador da doença obedece a dieta, mas não é porque eles não querem obedecer, é porque eles consomem glúten sem saber — afirma a gastroenterologista e professora da UFRGS, Themis Reverbel.
Com tantas restrições, a qualidade de vida do celíaco depende muito da informação, que vai desde dados sobre a composição e o preparo dos alimentos até a conscientização das pessoas, que não conhecem a doença e suas implicações.
— A solução para o convívio do celíaco é o mundo ter essa informação, para que as pessoas tenham um pouco mais de cuidado. Os celíacos, hoje, estão mal assistidos, mal orientados e mal cuidados — afirma Ana Paula.
O que a doença celíaca

Inicialmente, pensava-se que a doença celíaca era uma enteropatia do aparelho digestivo. Hoje, já se sabe que ela é mais ampla: trata-se de síndrome de má absorção que está ligada a defeitos estruturais e funcionais do aparelho digestivo, especialmente do intestino delgado. A doença celíaca é considerada uma desordem autoimune, na qual o organismo ataca a si mesmo, caracterizada por uma intolerância permanente ao glúten.
Sintomas
Os principais sintomas da doença celíaca clássica são a diarreia crônica ou a prisão de ventre, inchaço, flatulência, irritabilidade e desenvolvimento insuficiente entre as crianças. A doença também pode ter outras manifestações que, aparentemente, não estão relacionadas a ela como a osteoporose precoce, a anemia e até a infertilidade, tanto masculina quanto feminina.
Tratamento
O único tratamento possível para o portador da doença celíaca é dietoterapia, ou seja, o não consumo de qualquer alimento que contenha glúten.
Diagnóstico
A doença celíaca pode levar anos para ser diagnosticada. Há exames de sangue capazes de identificar anticorpos que são bastante eficazes, porém ainda insuficientes. Após os exames, é necessário também a realização de endoscopia com biópsia e, de acordo com o resultado, o paciente passa por um acompanhamento e a realização de novas biópsias para o diagnóstico definitivo.
Grupos de risco
A doença celíaca é hereditária, é preciso uma predisposição genética para ser portador. Somando essa predisposição ao consumo de alimentos com glúten, a doença manifesta-se.

http://zerohora.clicrbs.com.br 
Vida sem glúten21/12/2012 
 BEM-ESTAR